E A FAMÍLIA COMO VAI?

  • ELIZETE DA APARECIDA TOLEDO

Que mundo queremos deixar para o futuro? Deixemos um mundo com famílias. Cuidemos das famílias, porque são verdadeiras escolas do amanhã, são escolas de liberdade, são centros de humanidade. E reservemos um lugar especial nelas para a oração, pessoal e comunitária.
Rezemos para que as famílias, graças a uma vida de oração e de amor, se tornem cada vez mais “laboratórios de humanização”.

Neste mês de agosto, o Papa Francisco nos convida a rezar pelas famílias: Para que as famílias, graças a uma vida de oração e de amor, se tornem cada vez mais “laboratórios de humanização”.Estamos no final da Semana Nacional da Família, mas o desafio continua.

Educar para o futuro O Papa Francisco, na intenção que confia à Igreja através da sua Rede Mundial de Oração, aponta um grande desafio para as famílias. agosto, normalmente mais dedicado ao tempo de férias vivido em família, é uma ocasião oportuna para fortalecer a consciência de que a educação não se limita apenas ao âmbito do conhecimento, ou à apreensão de regras de conduta, mas é sobretudo uma escola de relações. A expressão «laboratório» é muito sugestiva, pois é nas relações familiares que se «testa» e configura um modo específico de estar no mundo e na sociedade. O ser humano é um ser de relação, somos nós próprios enquanto estamos diante dos outros, que nos interpelam, desinstalam, fazem aprender, exigem a nossa abertura e atenção. A família torna-se, assim, o primeiro lugar onde as relações se aprendem, através da educação para atitudes e gestos de acolhimento, de perdão, de ajuda, de respeito e de promoção do outro. Aprende-se a viver a unidade na diferença de cada um. Seremos, nos nossos ambientes de trabalho, de escola, no compromisso social, aquilo que tivermos aprendido em casa. O Santo Padre aponta os dois caminhos para esta aprendizagem das boas relações: a oração, em que se faz a experiência da gratuidade, da capacidade de sair de si e dos seus interesses para pôr as necessidades do outro à nossa frente; e o amor, que é o contrário do autocentrismo e do egoísmo. O amor que se expressa na solidariedade e na justiça, na partilha e na dádiva desinteressada de si. A sociedade, hoje, encara enormes desafios, numa cultura marcada pelo individualismo e pela falta de sensibilidade para com os outros. Rezemos para que as famílias sejam o lugar do nascimento de uma nova geração, comprometida com o futuro, reconciliada com Deus, com os outros e com a criação. (Verbo Divino)

Oração: Senhor Jesus, Nasceste no seio da Sagrada Família, Um lugar cheio de Deus, Na escuta da sua vontade e na disponibilidade para a realizar. Nós Te pedimos, em união com o Papa Francisco, por todas as famílias, Para que sintam sempre a tua presença, Aprendam os teus gestos de amor e compaixão E sejam no mundo sinal do teu Reino. Pedimos-Te pelas famílias que vivem dificuldades, Para que encontrem quem as possa ajudar E vivam com serenidade as suas provações.

Aceita o desafio? Vamos lá!

– Ter uma conversa em casal, ou entre outros educadores, sobre o modo como se está a educar os mais novos numa lógica de abertura aos outros, à solidariedade, à partilha, ao respeito e ao perdão. Que aspectos se devem cuidar mais? Havendo conhecimento de famílias que passam dificuldades, o que se pode fazer para ajudar?

– Em família, criar alguma rotina de oração, pelo menos semanalmente, para tomar consciência da presença e da ação de Deus nas relações familiares e nos acontecimentos da vida.

– Nas comunidades, promover um encontro de formação sobre os desafios que hoje são colocados à educação nas famílias e como se podem encontrar instrumentos concretos para crescer na oração e no amor.

Fonte: https://redemundialdeoracaodopapa.pt/rezar-com-o-papa/intencoes/2019/8