PARA A IGREJA DOS SANTOS E MÁRTIRES

  • Crispin Luhinzo Mugalihya
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O mês de agosto – mês vocacional – se finda e a Igreja coloca nos últimos dias os ícones inspiradores para a vida de santidade e mártir. No dia, 27/08 a Igreja recorda a memória de Santa Mônica. E no dia 28/08 a memória de Santo Agostinho. Mãe e filhos como modelo de virtude e santidade. Mônica é o ícone de mulher perseverante na oração – Mãe que reza pelo filho.  Com ela, aprendamos que os filhos fazem os pais chorarem, e ao mesmo tempo, os filhos são os únicos que os pais nunca deixam de amar. A Santa Mônica nunca deixou de amar o filho, embora a vida desalinhada. Com lágrimas e esperança forte, ela rezou por muitos anos pela conversão do filho amado. Nunca deixemos de rezar pelas irmãs e irmãos desgarrados. Agostinho por sua parte representa a juventude convertida. Depois da sua conversão, tornou-se um dos grandes doutores da Igreja. Se converter significa retomar no caminho do bem, de justiça, de virtude e santidade. Nos tesouros escriturários de Santo Agostinho encontramos uma frase magnifica, a afirmação: “Tu nos fizestes por Ti Senhor, e inquieta está a nossa alma enquanto não descansa em Ti”.  Com Santo Agostinho a Igreja reza pela juventude o salmo 94: “Hoje não fecheis o vosso coração mas ouvi a voz do Senhor”.

No dia 29/08, a Igreja celebra por fim o martírio de João Batista. Martírio é aquele que morre testemunhando firmemente o Evangelho. Isso significa que, o mártir se doa por amor até o fim a exemplo de Cristo, primeiro mártir. Porém, existe grande diferença entre João Batista e Jesus Cristo sobre o caráter e sobre o comportamento. João Batista era asceta, “não comia e nem bebia” (cf. Mt 7,33) enquanto Jesus participava dos banquetes do povo. Porém Jesus tinha grande admiração por ele. “Entre os nascidos de mulher, não há outro maior que João Batista” (Mt 7,28). A vida dele era repleta de eventos fortes e significativos. Ele nasceu milagrosamente, pulou de alegria no ventre da mãe Isabel durante a visitação de Maria, e logo depois foi o precursor do Messias, isto é, aquele que preparou o povo para acolher Jesus Cristo. João Batista é aquele que demostrou a humildade quando declarou: “Eu preciso diminuir para ele crescer” (Jo 3, 22-36). Podemos destacar nele uma figura profética. Ele era a boca de sem bocas, e a voz de sem vozes (cf. Mc 6, 17-29). Que o profetismo de São João Batista ilumine sempre o peregrinar vocacional de todos nós. Portanto, “não deixemos que nos roubem a força missionária” (EG 109), “não deixemos que nos roubem a esperança” (Papa Francisco).