UM SINAL PARA ALÉM

  • Crispin Luhinzo Mugalihya

Jesus não quis mostrar sinal nenhum aos que o pediram (cf. Lc 11, 29-32) Porque? Porque ele mesmo é o supremo sinal: “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9-10). Por esse motivo, o sinal dele é bem maior que o de Jonas e de Salomão. Jonas foi apenas sinal de conversão para os Ninivitas... Salomão, sinal de sabedoria para o povo de Israel. O sinal de Jesus alcance a humanidade inteira. É o sinal que anuncia o Kaíros, isto é, o tempo da graça de Deus.  Jesus é o sinal do amor, da misericórdia e da salvação, sobre tudo o sinal da presença de Deus no meio do seu povo. A teologia sacramental ensina que todos os sacramentos são sinais de Deus. Jesus se faz presente em cada sacramento como sinal de salvação para todos. No Batismo ele infunde na alma cristã a graça santificante, na Eucaristia ele infunde em nós a vida divina, ou seja, ele se doa a nós como alimento e sustento para a nossa vida, no sacramento de Crisma Ele nos comunica os dons do Espírito Santo, na Ordem Ele torna o sacerdote participante do seu “Múnus” pastoral  pois o sacerdote age “in nomine Chriti capitis et in nomine ecclesiae” – o sacerdote age em nome Cristo Cabeça e em nome da Igreja – , no santo Matrimonio Ele torna os esposos um só corpo n’Ele, na Unção dos enfermos Ele alivia  e cura o sofrimento do corpo e da alma, na Confissão ele comunica a graça de perdão e reconciliação com Deus e com os irmãos. Uma pergunta se põe, na nossa que tipo de sinal somos para os outros? Somos chamados a tornar nossas vida sinais vivos da presença de Deus para as pessoas que nos cercam para que o mundo creia. Nesse sentido, evangelizar significa mostrar ao mundo o rosto de Jesus que se faz presente na gratuidade e na simplicidade de vida. Significa, ser instrumento para a irradiação da civilização do amor. Não se trata de ser portador de uma mensagem, mas sim, ser portador de um sinal que traz esperança para o mundo de hoje.