
Palavra do dia: O Perdão
O tempo do Advento nos abraça no findar de um ano civil. Podemos chegar no fim do calendário com um coração pesado por acúmulo de mágoas e rancores. Na arte de perdoar aprendemos a esvaziar. O perdão não é um sentimento, é uma decisão. Não faz a sua aparição como um moto espontâneo do coração, exige decisão, perseverança e mudança. Perdoar não é uma posição ideológica - se você é um crente, tem que saber perdoar. É, antes, uma sabedoria originada pela vida, um discurso feito a partir da gramática da condição humana. Perdoar o mal recebido como uma tentativa de restabelecer relações que permitam prosseguir, de forma positiva, na vida, de ser feliz - se não totalmente, pelo menos o suficiente - para entender que a vida é um dom e não um fardo, um engodo. Perdoar não é esquecer. É abrir ao futuro. A necessidade de perdão é a necessidade de não carregar para sempre o fardo dos nossos erros, das feridas, dos fracassos, de não encerrar ninguém, nem a si próprio nem aos outros, dentro de prisões perpétuas internas, mas de libertar o futuro.
Oração:
Deus, Pai de amor e bondade, que em Sua infinita misericórdia acolhe todos os que se aproximam de Vós com o coração arrependido, acolhei meu pedido de perdão por tantas faltas cometidas contra Ti e meus irmãos. Senhor Jesus Cristo, Mestre da ternura e do amor, que devolveu a vida em plenitude a tantos homens e mulheres imersos no pecado e caminhantes das trevas, conduzi-me nos caminhos do perdão e fortalecei minha alma para que eu tenha a humildade de pedir perdão e a misericórdia de saber perdoar. Espírito Santo, Consolador da alma, Advogado dos justos e Paráclito do amor, inspirai em meu coração gestos de bondade e ternura, que devolvam aos corações angustiados a beleza do perdão e as graças da reconciliação. Amém.






