Experiência Missionária na Tailândia

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Pe. Thiago Rodrigues - natural de Londrina (PR) - Missionário Xaveriano em Tailândia nos conta sua experiência missionária em terras orientais.

Depois de um ano na Tailândia, escrevo para vocês esta pequena carta partilhando um pouco da minha presença missionária neste país.

Este ano foi para mim uma verdadeira benção; uma oportunidade de conhecer melhor e acolher esta nova cultura, embora eu deva confessar, ainda há um longo caminho a percorrer. Neste período, a língua tailandesa se tornou mais familiar para mim. Durante este ano aprendi a ler, escrever e pronunciar esta língua tão bonita, mas ao mesmo tempo tão desafiadora. Posso dizer que terminei o primário, agora se trata de praticar e enriquecer o vocabulário.

O nosso trabalho pastoral, junto à aos Padres do Pime e às Irmãs Xaverianas, continua. Embora o conhecimento da língua ainda seja limitado, participamos e colaboramos nas diversas atividades desenvolvidas na paróquia e nas periferias.

O ano novo trará novidades sobre a nossa presença missionária em Bangkok.

No tempo de Advento visitamos as famílias que vivem nas periferias da cidade onde habitamos, levando conosco a imagem do menino Jesus. A maior parte destas famílias não é cristã, porém, com muita alegria elas abrem as portas para nos acolher, vendo na imagem do Menino-Deus alguém importante; descobrindo na vida dele uma mensagem de esperança. 

Entramos nas casas das pessoas cantando e rezando, e por um instante a realidade onde vivem se transforma. Depois que cantamos, o pároco sempre lê uma passagem do Evangelho, contextualizando-a para os nossos dias. A jubilosa mensagem de um Deus que se fez homem por amor a nós e que colocou a sua tenda no meio de nós contagia a todos, enchendo os corações de alegria.

Estivemos na casa de uma senhora que não é cristã, mas que trabalha em um centro que acolhe crianças com necessidades especiais, mantido pela paróquia. A história desta mulher é marcada por várias dificuldades. Por muitos anos, ela sofreu com um marido que a agredia fisicamente. Quando ele a abandonou, ela procurou ajuda na paróquia onde encontrou refúgio e apoio. Durante o momento de oração na casa dela, ela nos recebeu com muito entusiasmo. Após a leitura do Evangelho, o pároco pediu para ela dissesse algo sobre a leitura que tínhamos acabado de ouvir. Com lágrima nos olhos, ela agradeceu a todos, afirmando que também para ela, mesmo sendo budista, o Evangelho é uma Boa-Notícia e lhe dá força e coragem na sua vida quotidiana.  

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É uma imensa alegria para mim escutar testemunhos como estes. O Senhor sabe operar nos corações das pessoas de uma maneira que somente Ele conhece.

Aquilo que Ele nos pede é de gritar – mas do que com as palavras, com a nossa vida – a alegria do seu Evangelho. Esta Boa-Notícia é capaz de transformar o deserto em um lindo jardim; esta Bonita-Notícia é capaz de reacender o sentido da vida.

Gostaria de terminar  com as palavras de um grande santo e profeta dos nossos tempos, dom Tonino Bello:

“O augúrio que gostaria de expressar-vos é este: que reavivemos a nossa sensibilidade para perceber um passo conhecido, o passo Daquele que chega, porque o Senhor bate à nossa porta e nós somos chamados a abrir...

Se abrirmos com cordialidade a nossa casa e não recusarmos a sua presença, o Senhor tem para nos oferecer algo extraordinário: o sentido da vida, o amor ao essencial e as coisas simples, a alegria do serviço, a maravilha da verdadeira liberdade, o desejo do compromisso.

Somente Ele pode restituir ao nosso coração, endurecido pela amargura e decepções, uma nova esperança.”