Memória dos Mártires Xaverianos

  • Fernando Garcia, Superior Geral
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O XVII Capitulo Geral no documento que aprovou sobre a Identidade Carismática fez a proposta da instituição de uma ‘Jornada dos Mártires Xaverianos’. A Direção Geral (DG), na carta de programação, deu a orientação para que seja uma ‘jornada da nossa Família Xaveriana como um todo’.

Depois de ter escutado os superiores das Circunscrições, as irmãs xaverianas e os xaverianos leigos, decidimos que o dia desta jornada vai ser a sexta feira da segunda semana de outubro, mês missionário. Esta semana, já por tradição, inspira-se no tema do sacrifício; e o martírio, a vida que se doa por amor a Deus e à missão que Ele nos confiou, torna-se a manifestação sublime de uma vida como doação. Trata – se, portanto, de uma jornada que poderia ter, também, a duração de uma semana a fim de celebrar a memória dos nossos confrades e coirmãs mártires. Gostaria de sublinhar de forma especial dois conceitos:    

  1. Gostaríamos de agradecer a Deus pelo testemunho das vidas dos nossos mártires. O martírio não é um destino. Os nossos mártires têm sido testemunhas fieis do amor por Deus nas situações concretas onde o próprio Senhor Deus enviou-os. E, enfrentando perigos, adversidades, incertezas, os nossos mártires puseram toda a própria confiança no Senhor Deus. E com a força que vem dEle os mártires permaneceram fieis ao Reino dos Céus, amando e servindo ao povo que os acolheu; e é no meio deste povo que eles viveram as alegrias e esperanças, as tristezas, angustias e impotências. Em primeiro lugar poderíamos dizer: obrigado Senhor Deus pelo testemunho de vida dos nossos confrades e coirmãs mártires.
  2. Gostaríamos de fazer memória para crescermos na fidelidade ao Evangelho e à Missão Ad Gentes que a Igreja nos confiou. O fato de termos dentro da nossa Família Xaveriana confrades e coirmãs que doaram a própria vida até derramarem o próprio sangue no martírio deve se tornar para nós um chamamento constante para irmos sempre além da nossa consagração missionária, para darmos sempre algo a mais afastando de nós uma tentação de comodismo no esquecimento daquele ‘amor no princípio’ (Ap 2,4) e caindo na vida ‘morna’ de uma mentalidade mundana que rejeita o projeto de amor de Deus pela humanidade inteira (Ap 3,15–16). Sim. A nossa celebração da memória dos mártires torna-se um gesto concreto para acolhermos o convite do Senhor a nos tornarmos santos como Deus nosso Pai é santo (Mt 5,48; 1 Pt 1,15), na fidelidade ao carisma recebido.