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Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,

Redação da Família Xaveriana


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Vocação

“Eis-me aqui, Senhor, para fazer a Tua Vontade.” (Hb. 10, 9)


Sou o Diácono Lucivaldo Costa, SX, natural da Vila Forquilha em Tomé Açu, Pará. Depois de quase doze anos de formação com os Missionários Xaverianos, serei ordenado Presbítero no próximo dia 14 de agosto, em minha paróquia São Francisco Xavier, localizada em Quatro Bocas, Tomé Açu. Minha futura terra de missão será o país da Tailândia. Os anos de formação se deram em diferentes lugares: três anos em Ananindeua - Pará, estudando filosofia; um ano e meio em Hortolândia - São Paulo, fazendo o Noviciado e ali professei os meus primeiros votos religiosos; sete anos estudando Teologia nas Filipinas, Ásia.

LucivaldoA minha história pessoal é difícil, pois venho de uma família desestruturada. Meus pais se separaram quando eu tinha apenas alguns meses de vida e permaneci convivendo com a minha mãe somente até os sete anos. Logo fui adotado pelo irmão do meu avô e fui morar em Tutóia, Maranhão, onde fiquei até os meus dezesseis anos. Regressei para Tomé Açu para reencontrar a minha mãe. Voltando comecei a minha caminhada religiosa, me engajando na comunidade, me preparando para a Primeira Comunhão e o Crisma. Nesse período conheci os Missionários Xaverianos. Eles trabalhavam na Paróquia de Santa Maria em Tomé Açu, à qual a minha comunidade pertencia. Após a Primeira Comunhão e a Confirmação, me tornei catequista e coordenador da Pastoral da Juventude na comunidade, comecei a ter mais contato com a Igreja e com os Xaverianos. Um dia recebi o convite de Padre Filipe Rota para participar dos encontros vocacionais Xaverianos na paróquia.

Na medida em que participei dos encontros vocacionais, despertou em mim o interesse pela vida missionária. Diversas vezes fui convidado a ingressar no seminário, mas eu sempre dizia “não.” Passado um tempo, decidi morar em Uruará, Pará, e lá também continuei servindo como catequista e participando da Pastoral da Juventude. No final de 2009, retornei para Tomé Açu, participando de um retiro para catequistas na Diocese de Abaetetuba, foi ocasião para refletir, analisar a minha vida e a minha caminhada cristã, confrontando-me com as perguntas: Por que o meu medo de dizer “sim”? O que me impede de dizer “sim?” a Deus? Naquele momento me veio à cabeça: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,27). Após esta reflexão decidi fazer uma experiência, ingressando no Seminário Xaveriano, em Ananindeua.lucival0

Na Congregação Xaveriana me cativou o desejo de São Guido Maria Conforti de ‘Fazer do mundo uma só Família’. Desde que comecei a minha jornada vocacional as palavras de Maria da anunciação também se fazem minhas: “Eis [o servo] do Senhor. Faça-se em mim a tua vontade!” (Lc 2,38). Essas palavras são as mesmas da Carta aos Hebreus, onde o autor fala sobre Jesus como o Sacerdote fiel. Ao trazer esse texto comigo desde o início da minha caminhada, as repetia com o propósito de lembrar que não estava ali para fazer a minha vontade, mas a vontade d`Ele. Aquele que me chamou a servir. Também as palavras do Evangelho de Mateus dizendo para não ter medo (cf. Mt 14, 27), me ajudaram ao longo desses anos a enfrentar os desafios e os momentos de crises na minha vocação.

O fato de vir de uma família desestruturada, passar por várias dificuldades durante minha infância e adolescência refletiam no meu processo formativo. Muitas vezes tive dificuldade de falar do meu passado por medo de afetar minha vida. No entanto, ao longo dos anos aprendi a lidar com o passado e aprendi a viver a minha vocação de maneira plena. Um dos meus autores favoritos, Henri Nouwen, diz que precisamos abraçar todas as nossas fragilidades e feridas que sofremos, abraçar a nossa cruz junto com Jesus para vivermos a nossa missão. Aceitar e expressar o passado sem sentir medo ou rancor, fortificou a minha jornada vocacional e acendeu ainda mais aquela chama e o desejo de ser missionário para fazer do mundo uma só família. Agradeço a Deus pelos desafios que vivi durante o meu processo formativo, pois ajudaram a me redescobrir e ser quem sou hoje. Como São Guido nos fala “a vocação a qual fomos [fui] chamados não poderia ser maior e nem mais nobre.”

lucival4No contexto do ano jubilar dos 100 anos da Carta Testamento e das Primeira Constituições, serei ordenado Presbítero em 14 de agosto, às 18:00hs, na Paróquia São Francisco Xavier em Quatro Bocas, Tomé Açu. A minha primeira Missa será no dia 15 de agosto, Solenidade da Assunção de Maria, às 09:00hs, na Igreja Nossa Senhora da Conceição na Vila Forquilha, Tomé Açu – PA. Depois de minha ordenação Presbiteral, irei trabalhar como missionário na Tailândia, um país na Ásia onde a maioria da população é budista.

Por fim, concluo minha partilha vocacional, dando graças a Deus pelo dom da minha vocação, à minha família por ter sempre me apoiado desde o momento em que respondi ao chamado de Deus, e aos Missionários Xaverianos por abrirem as suas portas e me acolherem com todas as minhas fragilidades, ajudando-me a crescer na fé, vocação e amor pela missão. Gratidão também aos meus amigos e pessoas que estão sempre rezando por mim e pela minha vocação. Continuem me acompanhando com vossas orações para que eu possa ser fiel a Deus no novo ministério que receberei e em minha nova missão na Tailândia. Muito obrigado! / Maraming Salamat!

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Lucivaldo Costa, SX.


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