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 A Igreja na Amazônia e a história dos xaverianos


Breves acenos históricos da Igreja na Amazônia ajudam contextualizar as razões da criação de tantas circunscrições eclesiásticas na região, que caracterizou a primeira parte do séculoXX.

No período colonial, os bispos do Maranhão e do Pará opuseram-se às atividades dos missionários responsáveis pela administração dos aldeamentos indígenas, apoiando a política de Pombal para conseguir a expulsão das ordens religiosas da Amazônia e submeter à autoridade episcopal todos os aldeamentos indígenas.

Em 1843, o padre José Afonso de Morais Torres, eleito bispo da Amazônia começou o processo de aproximação com Roma (romanização) visando introduzir o espírito da reforma tridentina e tentando uma desvinculação dos laços com o Estado. Preocupou-se em curar as profundas feridas deixadas pelas lutas da Cabanagem (1832-1840) e unir o povo que estava sofrendo uma repressão violenta por parte da facção vencedora. Seguindo as orientações do Concílio de Trento, deu prioridade à formação do clero e às visitas pastorais às paróquias. Foi procurado o auxílio de ordens religiosas para assumir projetos assistenciais, tanto no campo religioso, como no social. No seminário diocesano foi obrigatório o estudo da língua dos povos indígenas. Foram incentivadas as viagens dos padres pelo interior das paróquias, visitando as capelas e administrando os sacramentos. Essa prática ficou conhecida como “desobriga”. No interior as “irmandades” promoveram a devoção popular e organizaram os festejos do padroeiro.

Até 1892, ano em que o papa Leão XIII criou a diocese do Amazonas com sede em Manaus, na Amazônia existia somente a diocese de Belém. Para consolidar a presença da Igreja na Amazônia e para dar continuidade ao processo de romanização foram criadas prelazias. Novas Congregações, continuaram a ser convidadas para atuarem na região amazônica.

Aqui lembramos as prelazias onde mais tarde, os xaverianos foram enviados. Em 1910, foi criada a prelazia de Alto Solimões (AM) e entregue aos Capuchinos, hoje é bispo dom Adolfo Zon, xaveriano. Em 1911, foi criada a prelazia de Conceição do Araguaia (PA) e entregue aos Dominicanos. Em 1934, foi criada a Prelazia do Xingu (PA) confiada à Congregação do Missionários do Preciosíssimo Sangue.

No início da década de 1960, dom Alberto Ramos, arcebispo de Belém (PA), encontrava-se numa situação de necessidade de agentes de pastoral. A capital paraense estava crescendo demasiadamente. Foram os anos da construção da estrada Belém-Brasília, planejada para favorecer a integração da região norte no processo de desenvolvimento do País e que provocou um relevante movimento migratório rumo à região amazônica. Uma redução da extensão territorial da Arquidiocese de Belém tornou-se necessária para responder melhor aos desafios pastorais causados pela construção da nova rodovia que ligava o norte ao sul do Brasil.

Em 25 de novembro de 1961, o Papa João XXIII, criou a Prelazia de Abaeté do Tocantins (PA) com território desmembrado da Arquidiocese de Belém do Pará e assumida pelos Missionários Xaverianos.

Nos primeiros quinze anos, a presença dos Missionários Xaverianos na Amazônia foi limitada à então Prelazia de Abaeté do Tocantins. No entanto, os desafios que o crescimento populacional na periferia de Belém apresentou à Igreja amazonense estimulou a fazer uma avaliação da prática dos xaverianos na Amazônia com o objetivo de encontrar respostas pastorais mais adequadas à realidade social em mudança.

Nos meados dos anos 1970, os xaverianos cooperaram com a Arquidiocese de Belém assumindo compromissos pastorais em áreas da periferia da cidade, ensinando na universidade federal do Pará e no Instituto de Pastoral Regional (IPAR), fundado em novembro de 1971, pelos bispos do Regional Norte II. Em 1978, os missionários xaverianos, reunidos na primeira assembleia capitular decidiram colaborar também com a Prelazia do Xingu enviando os primeiros cinco padres.

Valter Taini, sx

012 Baixada Villa

009 Baixada Masi

011 Baixada


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