O chamado à Vida Consagrada para a missão

O terceiro domingo de agosto celebramos a vocação da religiosa e religioso. Este ano também acontece a primeira semana da Vida Religiosa, com o tema “Amados e chamados por Deus”, que vai dos dias 16 a 22 de agosto.
Toda vocação vem de Deus para serviço do Reino. Ser religioso ou religiosa é ser consagrado, através dos votos de pobreza, castidade e obediência. Algumas congregações têm o quarto voto, inclusive os Missionários Xaverianos têm o voto da missão. A vida inteira da pessoa é uma vocação, em vista de uma missão, isto é, cada pessoa é chamada a discernir a própria vocação para realizar a Vontade de Deus. Como discípulos de Jesus, todo batizado deve personalizar e concretizar a consciência do próprio chamado.
No alicerce da vocação para a vida consagrada está a experiência da comunidade eclesial. A vocação, normalmente, nasce e desenvolve-se na família, na comunidade paroquial, na amizade com sacerdotes, religiosos e religiosas, inclusive, às vezes, dentro dos movimentos e das associações eclesiais.
Viver a vocação como consagrado é dar uma resposta cotidiana, corajosa e alegre no seguimento de Jesus Cristo com uma missão especifica. Consagrar a própria vida a Deus é radicalizar a vocação que todo cristão recebeu no dia do batismo, o chamado a viver a santidade, num binômio inseparável do amor a Deus e às pessoas.
A vivência da vocação é um caminho à santidade. Para o religioso e religiosa concretiza-se como um estado de vida, como vocação específica. Por isso, o aprofundamento e a prática dos votos de pobreza, castidade e obediência levam com entusiasmo a perceber que a vida plenamente é realizada no serviço do Reino.
Portanto, cada congregação religiosa, conforme o carisma recebido pelo fundador e aprovado pela igreja, compromete-se de forma generosa na construção do Reino de Deus. Os religiosos e religiosas são pessoas que optaram por viver em comunidades, partilhando a vida, a oração, o trabalho e os desafios da missão do anúncio da Boa Nova de Jesus.
Para os Missionários xaverianos, São Guido Conforti propõe uma visão corajosa, fecunda e criativa que une vida consagrada com a vida apostólica. Está claro, para São Guido, que não se trata de duas realidades simplesmente unidas, mas uma única vocação para a vida missionária qualificada pelo espírito do Evangelho de Cristo. Com clareza, realismo e beleza, ele fala, portanto, da condição martirial da consagração dos votos à missão na sua "totalidade".
Rafael Lopez Villasenor








