
Santo Antônio nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e faleceu nas proximidades da cidade de Pádua, na Itália, em 1231. Por isso, é conhecido tanto como Santo Antônio de Lisboa quanto de Pádua. Seu nome de batismo era Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo.
Aos 15 anos, ingressou na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho e, aos 24, foi ordenado sacerdote, sendo encaminhado para a vida intelectual como filósofo e teólogo. No entanto, ao entrar em contato com os franciscanos, cujo testemunho dos mártires em Marrocos o tocou profundamente, sentiu-se atraído pela vida itinerante e pela santa pobreza. Movido pelo desejo de testemunhar Jesus com todas as suas forças, deixou a ordem agostiniana e decidiu seguir os passos de São Francisco de Assis.
Ao ingressar na Ordem Franciscana, adotou o nome de Antônio, em homenagem a Santo Antão, o anacoreta do deserto egípcio. Foi então enviado em missão para Marrocos, mas adoeceu gravemente e precisou retornar. Essa volta, no entanto, foi providencial, pois permitiu-lhe encontrar-se com São Francisco, que o autorizou a ensinar aos frades as ciências que não impedissem a vivência radical do Evangelho.
Santo Antônio faleceu em 1231, aos 36 anos. Muito querido e venerado ainda em vida, foi sepultado cinco dias após sua morte, após longas discussões sobre o local de seu enterro. Seu corpo foi levado em solene procissão até a Igreja de Santa Maria, em Pádua.
Sua popularidade era tamanha que, imediatamente, seu túmulo se tornou destino de peregrinações, que perduram até os dias de hoje. Há milhares de relatos de milagres e graças alcançadas por intercessão do santo. Foi canonizado apenas um ano após sua morte, pelo Papa Gregório IX.
A festa de Santo Antônio, celebrada no dia 13 de junho, é uma das mais populares do Brasil e faz parte das Festas Juninas, junto com São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho). É comemorada com muita devoção religiosa, mas também com grande alegria popular.
Fonte: Canção Nova







