
O segundo dia do Congresso sobre o “Rosto Humano”, que acontece nestes dias em Parma Itália, dos Missionários Xaverianos promoveu uma ampla reflexão sobre os desafios, valores e perspectivas da missão xaveriana nos diferentes continentes onde a congregação está presente.
A programação teve início com um momento de oração conduzido pelo Superior Geral, Pe. Fernando García, seguido pela exibição de um vídeo sobre a encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, que destaca a dignidade humana como fundamento da vida cristã e da ação missionária. Utilizando a metodologia “ver, julgar e agir”, representantes da África, Américas, Ásia e Europa apresentaram as características que marcam a presença xaveriana em seus contextos, apontando também fragilidades e caminhos de renovação.
Na África, destacou-se a interculturalidade, o espírito de família e o testemunho de missionários que permaneceram ao lado das populações mesmo em situações extremas, algumas delas marcadas pelo martírio. Ao mesmo tempo, foi ressaltada a necessidade de superar nacionalismos, individualismos e atitudes paternalistas.
Nas Américas, os participantes refletiram sobre a missão em sociedades profundamente marcadas pela violência, desigualdade e polarização política. Os Xaverianos foram apresentados como construtores de pontes, promovendo diálogo, reconciliação e proximidade com os mais vulneráveis.
A realidade asiática evidenciou a riqueza da diversidade cultural e a importância da simplicidade, da proximidade com os pobres e da presença missionária duradoura. Entre os desafios apontados estão o individualismo e o isolamento provocado pelas novas tecnologias.
Na Europa, a reflexão destacou a abertura ao diálogo, a valorização dos leigos e a superação do clericalismo. Contudo, os participantes reconheceram a necessidade de fortalecer a fraternidade entre os confrades e colocar novamente a pessoa humana no centro da vida comunitária e missionária.
Ao final, emergiu um traço comum em todos os continentes: a convicção de que a missão xaveriana é chamada a testemunhar uma humanidade acolhedora, fraterna e próxima das pessoas, capaz de construir comunhão em um mundo marcado por divisões e desafios crescentes.








