Os Xaverianos no Xingu

Quando o xaveriano dom João Gazza entrou em Abaetetuba como bispo da Prelazia foi acompanhado somente por padre Eurico Krautler (futuro bispo do Xingu) e dom Alberto Ramos, arcebispo de Belém. A maioria dos bispos encontravam-se em Roma, participando do Concílio Vaticano II. Naquela ocasião iniciou uma amizade entre os dois missionários.
Em 1971, dom João Gazza, então superior Geral dos missionários xaverianos, teve a oportunidade de encontrar dom Eurico em Roma na ocasião de sua nomeação episcopal. Nessa ocasião, Dom Eurico apresentou ao amigo as dificuldades em encontrar novos missionários para a missão no Xingu.
Em 1972, alguns xaverianos da Prelazia de Abaeté do Tocantins foram enviados pelo bispo dom Ângelo Frosi para trabalhar temporariamente na Prelazia do Xingu. Estes, inicialmente, atuaram entre as novas comunidades de imigrantes localizadas ao longo da recém-inaugurada rodovia Transamazônica e no Alto Xingu.
Dom Eurico, mesmo agradecendo em várias ocasiões esta cooperação da Prelazia de Abaeté do Tocantins, continuava preocupado com os novos desafios que, naqueles anos, se apresentavam para a Igreja do Xingu e que, ao seu parecer, exigiam a presença permanente de novos agentes de pastoral.
A criação da Região xaveriana da Amazônia foi um dos eventos que marcaram a história da presença dos xaverianos no Pará. Foi um processo por etapas que iniciou aos 28 de janeiro de 1972, quando a Direção Geral criou a Quasi-Regione da Amazônia. Este processo completou-se quando, em 1977, no X° Capítulo Geral, a Quasi-Regione da Amazônia foi declarada Região.
Em 1978, os xaverianos do Pará celebraram seu primeiro capítulo em duas sessões. Na primeira, durante os primeiros três dias de fevereiro, foi eleita a nova direção regional e discutidos os problemas mais urgentes, deixando para a segunda sessão uma avaliação e programação da presença dos missionários xaverianos na Amazônia. Durante a primeira sessão foi assumido o compromisso de uma cooperação com o Xingu.
O primeiro convênio com a Prelazia do Xingu foi assinado aos 15 de abril de 1982. Os xaverianos responsabilizaram-se com a pastoral no Alto e parte do Baixo Xingu, na pastoral indigenista e continuando com a presença na cidade de Altamira. Naquele ano, o grupo xaveriano no Xingu contava com oito membros. No convênio, a região xaveriana comprometeu-se em aumentar esse número.
Na assembleia de 1982, os xaverianos avaliaram sua atuação na Amazônia. Foi pedido à direção regional que privilegiasse, na distribuição de pessoal, a pastoral indigenista na Prelazia do Xingu, como também tivesse o cuidado para que os missionários apontados para esta atividade pudessem receber uma preparação adequada.


Waler Taini, sx







