Presença xaveriana em Belém

Desde a chegada dos Missionários Xaverianos no Pará, em 01 de março de 1961, marcaram presença na cidade de Belém, como ponto de apoio. O trabalho pastoral das paróquias da Prelazia de Abaeté (Acará, Tomé Açu, Bujaru), tinham como base Belém, primeiro era o convento dos Capuchinhos, no Guamá. Logo foram os padres Salesianos do Colégio do Carmo, que abriram a casa com tanto carinho, colocando à disposição um quarto. Esta hospitalidade continuou até setembro de 1963, quando a Igreja das Mercês foi confiada aos xaverianos, residindo aí o Pe. Mário Lanciotti, como sede ‘Domus Religiosa’ até 1992, ponto de apoio, referência e hospedagem para os xaverianos de passagem.
Em Belém os Xaverianos, nos anos sessenta, perceberam que os pontos mais preocupantes da cidade eram as ‘baixadas’, uma verdadeira cintura de pobreza e exclusão que rodeava a cidade. Mais da metade da população vivia em barracas e em condições infra-humanas. Foi verificado que a presença da Igreja Católica entre aquelas pessoas era insignificante. No ano de 1976, quatro Xaverianos foram morar em três centros da periferia nas baixadas da cidade, dando início a uma atividade pastoral de inserção e testemunho entre os pobres e excluídos. Ao mesmo tempo, estavam próximos da cidade universitária, era uma ótima oportunidade para um compromisso pastoral entre os estudantes.
Os bispos do Pará e do Amapá, provocados pela transformação social e política, em novembro de 1971, criaram em Belém, o Instituto de Pastoral Regional (IPAR), para enfrentar os problemas do modo pastoral mais eficiente possível. A finalidade era formar candidatos para o sacerdócio, religiosos, religiosas e laicos, com uma reflexão teológica mais adequada e próxima com a realidade e a pastoral. Os xaverianos presentes em Belém, desde o ano de 1972, foram convidados a contribuir com a formação ministerial e pastoral no geral.
A presença xaveriana em Belém se transformou rapidamente em uma verdadeira e autêntica presença missionária, realizada através da solidariedade, do anúncio e da denúncia, dando apoio e acompanhamento às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e às organizações populares.
Os Missionários Xaverianos estimulados pelo ambiente social e pela necessidade de dar uma maior qualificação profissional, iniciaram, no bairro Guamá em Belém, um centro de formação para os jovens, que chegavam, sobretudo, do interior em busca de melhores condições de vida. Inclusive, na cidade Velha foi construído um Centro de apoio e assistência para as pessoas que vivem em situação de rua.
Renato Trevisan, sx









