110 Anos do nascimento do Pe. Spagnolo fundador das xaverianas

Em 31 de janeiro de 1912, há 110 anos, nasceu em Rotzo, no planalto de Asiago, Pe. Giacomo Spagnolo, Missionário Xaveriano e fundador, em 1945, junto com Madre Celestina Bottego, das Missionárias de Maria.
Em 1923, aos onze anos, Giacomo ingressou no Instituto Xaveriano de Vicenza. Aos dezesseis anos passou o ano de noviciado em Parma e depois, por motivos de saúde, foi obrigado a adiar a admissão às ordens sagradas. Em 28 de outubro de 1934, porém, finalmente teve acesso ao subdiaconato. A partir desse dia, começou a assinar "Giacomo Maria" em homenagem à Virgem Maria que lhe concedeu a graça. Em 11 de novembro de 1934 Giacomo foi ordenado padre.
Pe. Spagnolo sempre amou profundamente a Família Xaveriana, animado por uma espiritualidade autenticamente missionária e "confortiana". Prestou um serviço ativo e direto ao Instituto: na formação de novos missionários, lecionando primeiro no liceu e, depois, como reitor de teologia; nos anos passados na Direção Geral; na relação com cada confrade. Ele é lembrado como um homem obediente, sem nunca faltar de lucidez em expressar suas opiniões e dificuldades aos superiores quando necessário. Como sabia obedecer, também sabia governar bem e transmitir ideias claras sobre a obediência.
Ele era elegantemente assertivo. Sempre trabalhou de forma construtiva e lúcida nos momentos mais difíceis, tanto pessoais como da nascente Congregação das Missionárias de Maria em São Lázaro. Adquiriu com o tempo aquele traço de nobreza e bondade caraterístico de Dom Guido Conforti e que um de seus alunos assim resumiu: “Foi o primeiro xaveriano em que vi encarnada a frase do Fundador: 'Amem-se como irmãos e respeitem-se como príncipes'”.
Pe. Spagnolo era bom e de profunda humanidade, inspirava confiança. Apaixonado por Jesus e pela missão, apreciava a vida, as montanhas, os cogumelos, a fotografia, os xadrezes, o baralho… Gostava de jogar e jogava para ganhar!
Homem inteligente, tinha a audácia do místico e a agudeza do teólogo; contemplou o Mistério de Deus-Amor do qual destacou os traços da Onipotência e da Misericórdia, resumidos na consagração à Onipotência misericordiosa, que cada Missionária de Maria-Xaveriana faz no dia da profissão perpétua.
Pe. Spagnolo foi um homem de grande fé, sempre deixando Jesus precedê-lo, mostrando-lhe o caminho a seguir para a fundação das Missionárias de Maria-Xaveriana. Essa fé tornou-se abandono ao anúncio da doença, acolhida com a frase “o Senhor deu, o Senhor tirou. Bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1,21), dando assim o seu Fiat. E com a confiança do menino (Sl 130) preparou-se para o grande encontro com Aquele que tanto amara durante os anos de serviço na Família. Era o dia 22 de março de 1978.
Com gratidão a Deus que o deu a nós, repetimos juntos as palavras dele mesmo para celebrar a vida dele inteiramente entregue à Família Xaveriana e à missão, pedindo a graça de poder imitar as virtudes que ele viveu e que são ainda atuais e necessárias para uma vida missionária plena: "Sou grato ao Senhor, que maravilhosa e misericordiosamente dispõe da minha vida segundo o seu plano de amor" (11 de novembro de 1977)
Elena Conforto mmx









