Skip to main content
Faça uma doação

Faça uma doação

Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,

Redação da Família Xaveriana


Deposite uma colaboração espontânea:

Soc. Educadora S. Francisco Xavier
CNPJ: 76.619.428/0001-89
Banco Itau: agência 0255, conta corrente:27299-9
Caixa Econômica ag. 0374, conta corrente: 2665–3

Artigos

A visita do Papa e a Igreja no Sudão do Sul


O Papa Francisco visita o Sudão do Sul, o mais novo país do mundo, ao lado de outros líderes cristãos proeminentes de 3 a 5 de fevereiro de 2023, após a visita da República Democrática do Congo.

Chega de sangue derramado

Distintas autoridades, vós sois estas fontes, as fontes que irrigam a convivência geral, os pais e as mães deste país-menino. Vós sois chamados a regenerar a vida social, como fontes transparentes de prosperidade e de paz, pois é disto que necessitam os filhos do Sudão do Sul: pais, não patrões; passos firmes de desenvolvimento, não quedas contínuas. Os anos que se seguiram ao nascimento do país, marcados por uma meninice ferida, deem lugar a um crescimento pacífico.

"Ilustres autoridades, os vossos «filhos» e a própria história hão de recordar-vos pelo bem que tiverdes feito a esta população, que vos foi confiada para a servirdes. Ao contrário, a violência faz retroceder o curso da história", disse ainda o Papa, recordando, a seguir, os dois dias de retiro espiritual para a paz, em abril de 2019, realizado, no Vaticano, com as autoridades civis e eclesiásticas do Sudão do Sul. “Senhor presidente, senhores vice-presidentes, em nome de Deus, do Deus a Quem rezamos juntos em Roma, do Deus manso e humilde de coração em Quem tanta gente deste querido país acredita, é a hora de dizer chega… sem «se» nem «mas»: chega de sangue derramado, chega de conflitos, chega de violência e recíprocas acusações sobre quem as comete, chega de deixar à mingua de paz este povo dela sedento. Chega de destruição; é a hora de construir! Deixe-se para trás o tempo da guerra e surja um tempo de paz!”

Nas fontes deste país, há outra palavra que designa o rumo empreendido pelo povo sul-sudanês em 9 de julho de 2011: República. "Mas, o que significa ser uma res publica? Significa reconhecer-se como realidade pública, isto é, afirmar que o Estado é de todos; e consequentemente quem, dentro dele, detém maiores responsabilidades, presidindo-o e governando-o, não pode deixar de pôr-se a serviço do bem comum. Esta é a finalidade do poder: servir a comunidade", sublinhou o Pontífice, chamando a atenção para a tentação do servir-se do poder para os próprios interesses. "Não basta chamar-se República; é preciso sê-lo, começando pelos bens primários: os abundantes recursos com que Deus abençoou esta terra não sejam reservados a poucos, mas privilégio de todos; e, aos planos de retomada econômica, correspondam projetos para uma distribuição equitativa das riquezas", enfatizou.

A democracia pressupõe o respeito dos direitos humanos

A seguir, o Pontífice disse que para "a vida de uma República, é fundamental o desenvolvimento democrático. A democracia pressupõe o respeito dos direitos humanos, e em particular a liberdade de expressar as próprias ideias". "Precisamos nos lembrar que, sem justiça, não há paz, mas, também sem liberdade, não há justiça. É o tempo do empenho em prol de uma transformação urgente e necessária. O processo de paz e reconciliação exige um novo salto. Deem-se as mãos para levar a bom termo o Acordo de paz, bem como o seu Roteiro", disse o Papa, acrescentando: “Num mundo marcado por divisões e conflitos, este país acolhe uma peregrinação ecumênica de paz, que constitui uma raridade; que isto represente uma mudança de ritmo, a ocasião para o Sudão do Sul recomeçar a navegar em águas tranquilas, retomando o diálogo sem fingimentos nem oportunismos.”Seja para todos uma ocasião para relançar a esperança: possa cada cidadão compreender que já não é tempo de se deixar levar pelas águas insalubres do ódio, do tribalismo, do regionalismo e das diferenças étnicas, mas tempo de navegar juntos rumo ao futuro!

"Este é o caminho: respeitar-se, conhecer-se, dialogar. Acolher os outros como irmãos e dar-lhes espaço, inclusive sabendo recuar alguns passos. Esta atitude, essencial para os processos de paz, é indispensável também para o desenvolvimento coeso da sociedade. Passar da incivilidade do conflito à civilidade do encontro decisivo é o papel que podem e querem desempenhar os jovens. Sejam mais envolvidas nos processos políticos e decisórios também as mulheres, as mães que sabem como se gera e guarda a vida."

Fonte: Vatican News


Artigos relacionados

Artigos
Em 13 de março de 2013, há 10 anos, o cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio foi eleito à Cátedra…
Artigos
São Guido Maria Conforti nasceu em 30 de março de 1865, na cidadezinha de Casarola di Ravadese (Itá…
Artigos
Não poderia ser diferente. Além da safra trágica de mortos, feridos e enlutados, a Covid-19 nos dei…
Artigos
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós; e vimos a sua glória, glória como do Filho unigênito d…