
“Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos”. (At 4:20). Neste mês de outubro, nos voltamos para a compreensão das missões, isto é, sou batizado (a), sou missionário (a) e a permanente preocupação pelo anúncio do Evangelho a todos os povos. É neste período em que recordamos o fundamental convite missionário de Cristo e da Igreja em cada comunidade, onde todos os sacerdotes, religiosas e leigas (os) são incentivados e chamados a missão. Nós Leigas e Leigos Missionários Xaverianos, a Infância e Adolescência Missionária da Paróquia São Guido Maria Conforti, e a Michele que participa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, motivados e chamados a missão ecumênica, fomos ao Acampamento Marielle Vive, na cidade de Valinhos.
Fomos acolhidos em um primeiro momento pelo senhor Lopez que durante essa acolhida fez um relato de como nasceu o Acampamento. Em 14 de abril de 2018 quando mais de 700 famílias, ousaram ocupar e construir o Acampamento Marielle Vive, nome esse em referência a vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada na cidade do Rio de Janeiro. Mas, tinham a certeza que aquela terra improdutiva na cidade de Valinhos, seria o novo lar das famílias.
Depois do relato das angústias, desafios e principalmente das realizações dos acampados que organizaram uma Cozinha Coletiva, a Escola Popular Luís Ferreira, que hoje é um espaço onde plantam sonhos e tecem a liberdade através do estudo e organização, horta mandala que é símbolo do trabalho coletivo, do apoio de aliados e do compromisso das famílias com a alimentação saudável, fica cada vez mais clara o papel da igreja no mundo na mensagem do Papa Francisco: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e acomodação”.
Em seguida iniciamos a celebração ecumênica com a saudação: “O Deus que habita em mim, saúda o Deus que habita em você. A leitura do Evangelho foi feita pela Cícera moradora do Acampamento, Mc 6. 30 em diante. Fábio na homilia da palavra nos trouxe esses elementos: 1 – Esperançar, não do verbo esperar, mas esperançar (citado por Paulo Freire ) do verbo ir, ir ao encontro ; 2 – Responsabilidade Social: Não devemos nos isentar da responsabilidade de estarmos junto daqueles que passam fome, frio, dos marginalizados. Onde eles estão, temos o dever de estarmos junto, e buscar ajudá-los da forma que estiver ao nosso alcance. 3 – Sobre os banquetes o da morte (Herodes) e o da Vida (Jesus), enceramos essa linda celebração com o Pai Nosso.
Para finalizar essa celebração a Infância e Adolescência Missionária apresentou sua história e canção de motivação, em seguida as crianças do Acampamento que que tem o nome de os Sem Terrinha que entre brincadeiras e sorrisos fizeram suas palavras de ordem. Encerramos esse dia de missão, enxergando nas crianças, na Dona Cícera, no Senhor Lopez e nos demais moradores do Acampamento os aprendizados e as partilhas: de viveres, da palavra, da fé e de alimentos, creio que todos nós entendemos um pouco a mais do convite do Papa Francisco, para que sejamos “Igreja em saída”.
Leigos e Leigas Missionários (as) Xaverianos (as) de Hortolândia







