A Presença da família xaveriana em Serra Leoa

A presença dos Missionários Xaverianos em Serra Leoa teve início em 1950, marcando a primeira inserção dos xaverianos na África. Inspirados pelo carisma de São Guido Maria Conforti, chegaram os primeiros missionários: Angelo Chiapponi, Augusto Fermo Azzolini e Giovanni Caselli. Esse início marcou a fase da plantatio Ecclesiae, com a fundação das primeiras comunidades cristãs e estruturas pastorais, especialmente no norte do país.
A missão diocese de Makeni teve como figura central Dom Augusto Fermo Azzolini (1952 - 1986), bispo xaveriano como primeiro responsável e, posteriormente, primeiro bispo de Makeni. Assim a Igreja local nascente ficou aos cuidados dos Missionários Xaverianos. Foram estruturadas paróquias, escolas e iniciativas pastorais, lançando as bases de uma Igreja enraizada no território e próxima do povo.
Sob a liderança de Dom Giorgio Biguzzi (1987-2012), segundo bispo xaveriano em Makeni a Igreja enfrentou um dos períodos mais difíceis da história do país, especialmente a guerra civil (1991–2002). A Igreja assumiu um papel profético na promoção da paz, reconciliação e cuidado com as vítimas, tornando-se sinal de esperança em meio à violência. A evangelização se expressou de modo concreto na defesa da vida e da dignidade humana.
Com Dom Natale Paganelli, sx, (2012-2023) como administrador diocesano, iniciou-se uma fase de transição. Sua missão foi garantir a continuidade pastoral e fortalecer o protagonismo da Igreja local, inclusive em contextos desafiadores como a epidemia de Ebola. Esse período preparou a passagem de uma Igreja sustentada por missionários estrangeiros para uma Igreja cada vez mais autônoma.
A nomeação de Dom Bob John Hassan Koroma (1023) como primeiro bispo diocesano nativo representa um marco histórico. Este momento expressa a maturidade da Igreja da diocese de Makeni, uma comunidade que, fruto da missão, torna-se protagonista de sua própria caminhada evangelizadora.
Em 2025 foi a celebração dos 75 anos da presença xaveriana ocorreu na Catedral de Makeni, dedicada a Nossa Senhora de Fátima, reunindo missionários, autoridades e fiéis. O jubileu foi marcado por profunda ação de graças: reconheceu-se que “a missão pertence a Deus”, ao mesmo tempo em que se expressou gratidão ao povo de Serra Leoa pela acolhida e colaboração ao longo da história, inclusive nos períodos mais difíceis, como a guerra civil e a epidemia de Ebola.
De “pedras vivas” na construção da Igreja, os xaverianos criaram uma Igreja que hoje floresce em uma comunidade local viva e missionária. O jubileu dos 75 anos, mais que memória, torna-se impulso para continuar a missão com renovado ardor, seguindo o espírito de São Francisco Xavier.








