Organizações denunciam à ONU violações de direitos dos povos originários no Brasil

Assessoria de Comunicação do Cimi
Na primeira sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2023, lideranças indígenas e organizações indígenas e indigenistas, entre elas o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), denunciam as graves violações de direitos dos povos originários no Brasil, agravadas nos últimos quatro anos, fruto da política anti-indígena adotada pelo governo federal.
O 52º período ordinário de sessões do Conselho de Direitos Humanos (CDH 52) inicia na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, e segue até o dia 3 de abril deste ano, em Genebra, Suíça. Durante o evento serão realizados 27 diálogos interativos com titulares de mandatos de Procedimentos Especiais e mecanismos de investigação, nove diálogos interativos com o Alto Comissário, três diálogos interativos aprimorados e um diálogo de alto nível.
A Revisão Periódica Universal (RPU) de 14 Estados também será apresentada, sendo eles Bahrein, Equador, Tunísia, Marrocos, Indonésia, Finlândia, Reino Unido, Índia, Argélia, Filipinas, Brasil, Polônia, Holanda e África do Sul. A Revisão Periódica monitora o cumprimento das obrigações e compromissos de Direitos Humanos assumidos pelos Estados-membros da ONU, buscando melhorar a situação dos Direitos Humanos em todo o mundo. O Cimi compõe a coalizão de organizações da sociedade civil brasileira que acompanhavam o tema da política externa brasileira e formam o Coletivo RPU Brasil.
A incidência indígena, feita por organizações indígenas e indigenistas, se dará nos espaços destinados aos “Debates Gerais”, que, como o nome já diz, são voltados à discussão de temas abrangentes destinados aos temas: Promoção e Proteção de todos os Direitos Humanos, Direitos Civis, Políticos, Econômicos, Sociais e Culturais incluindo o direito ao desenvolvimento; Sobre a situação de Direitos Humanos que requerem a atenção do Conselho; e Declaração e Programa de Ação de Viena.
Fonte: Repam








