A presença xaveriana na periferia de São Paulo

Com o crescimento das grandes cidades os Missionários Xaverianos deixaram algumas presenças do estado do Paraná e assumiram as periferias das grandes cidades, como Londrina (PR), Curitiba (PR), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).
No início dos anos oitenta, a convite de Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo, os xaverianos assumiram as frentes missionárias na Zona Leste: Conjunto Habitacional José Bonifácio, Prestes Maia e bairro do Lajeado, periferia de São Paulo. O primeiro grupo era formado pelos padres Camilo Didoné, Dante Volpini, Gino Nasini, Roberto Beduschi, Mario Celli, Romano Codini, Jorge Gagliani, Mário Minuti, Giuseppe Chiareli...
Após alguns anos constituindo comunidades eclesiais de base, em 28 de dezembro de 1985, dom Angélico Sândalo Bernardino, então bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e responsável pela Região Episcopal Leste II, com sede em São Miguel, criou as Paróquias Sagrado Coração de Jesus e Sagrada Família, confiadas aos Missionários Xaverianos.
A presença dos xaverianos foi marcado pela formação das pastorais sociais, das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), das obras sociais (Joílson de Jesus - Lajeado) PJMP (Pastoral da Juventude do Meio Popular) grupos de reflexão Bíblica, ministérios leigos... Incentivados pela missão, os leigos e leigas assumiram admiravelmente o compromisso missionário, tornando-se importantes lideranças a serviço do Reino.
O padre Camillo Didoné, um dos primeiros xaverianos que trabalhou Conjunto Prestes Maia, lembra com carinho desse tempo: “chegando e começando uma nova vida. Foi na periferia que encontramos dom Angélico, me lembro o primeiro encontro, estava também Pe. Roberto Beduschi, nos conduziu ao alto de um morro e disse para nós: ‘estão vendo esse panorama, bonito e grande? Aqui tem povo chegando, povo que procura Deus. A vocês vou pedir que procurem terrenos onde possam se encontrar, formar pequenas comunidades e a segunda coisas que peço, é que formem grupos de reflexão”.
Pe. Alberto Panichella nos conta sua experiência na periferia de São Paulo: “De 1993 até 2003, fiquei no Lajeado (Guaianazes) com vários confrades. Quando cheguei, o pároco era Pe. José Pedro da Silva, nordestino, carinhoso... os outros xaverianos éramos o Pe. Jorge Gaglani, Pe. Luiz Carlos Frederick, padre jovem cheio de ideais, bem organizado e animado, da linha libertadora, Pe. José Melo que se dedicava à obra social. Foi uma época muito boa, de união, baseada numa profunda espiritualidade e na opção pelos pobres. Com a saída dos padres Jorge, José Pedro e Luiz Carlos, veio compor a equipe o Pe. Luiz Bissolotti.
Em 1999, chegou o Pe. Rafael, padre jovem, na linha da igreja latino-americana. Houve muitas coisas boas: escola de formação dos líderes todo terceiro domingo à tarde, alfabetização de adultos, cristãos na política, a eleição de um professor como vereador de São Paulo, as CEBS, a PJMP, o jornalzinho "Arco Iris", formação de novas comunidades, .... O povo em sua totalidade gostava dos xaverianos pela sua missionaridade”.
Enfim, os Missionários Xaverianos colaboram na missão Evangelizadora, em especial, se dirigem aos destinatários do Reino: os pobres, os fracos, os marginalizados pela sociedade, as vítimas da opressão e da injustiça.
Rafael Lopez Villasenor, sx







