Skip to main content
Faça uma doação

Faça uma doação

Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,

Redação da Família Xaveriana


Deposite uma colaboração espontânea:

Soc. Educadora S. Francisco Xavier
CNPJ: 76.619.428/0001-89
Banco Itau: agência 0255, conta corrente:27299-9
Caixa Econômica ag. 0374, conta corrente: 2665–3


O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quinta-feira (2), as sustentações orais das partes envolvidas no julgamento sobre a questão do “marco temporal” das terras indígenas, iniciadas na tarde de ontem (1º). Participante no processo como amicus curiae – “amiga da Corte”, a Rede Eclesial Pan-Amazônia – REPAM-Brasil foi representada pela advogada Chantelle da Silva Teixeira, que defendeu que os povos indígenas tenham seus “territórios respeitados, suas culturas protegidas e sua dignidade assegurada pelo sistema judiciário brasileiro”. 

A advogada afirmou que “não há outra interpretação da Constituição Federal, se não, a que garante o respeito pelos direitos humanos dos povos indígenas” e que “é através da aplicação da ‘teoria do indigenato’ que vários conflitos territoriais poderão ser pacificados e evitados”. 

Chantelle finalizou destacando que os impactos do julgamento transcenderão o âmbito individual e coletivo dos povos indígenas e que terão consequências na proteção da Amazônia. 

Teses em disputa 

A Corte analisa a reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, referente à TI Ibirama-Laklãnõ, onde também vivem os povos Guarani e Kaingang. O caso recebeu, em 2019, status de “repercussão geral”, o que significa que a decisão servirá de diretriz para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça no que diz respeito aos procedimentos demarcatórios. 

No centro da disputa há duas teses: 

A tese do chamado “marco temporal”, uma tese ruralista que restringe os direitos indígenas. Segundo esta interpretação, considerada inconstitucional, os povos indígenas só teriam direito à demarcação das terras que estivessem em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Essa tese é defendida por empresas e setores econômicos que têm interesse em explorar e se apropriar das terras indígenas. 

Oposta ao marco temporal está a “teoria do indigenato”, consagrada pela Constituição Federal de 1988. De acordo com ela, o direito indígena à terra é “originário”, ou seja, é anterior à formação do próprio Estado brasileiro, independe de uma data específica de comprovação da posse da terra (“marco temporal”) e mesmo do próprio procedimento administrativo de demarcação territorial. Esta tese é defendida pelos povos e organizações indígenas, indigenistas, ambientalistas e de direitos humanos. 

*Comunicação REPAM-Brasil com informações do Cimi 


Artigos relacionados

Artigos
Estava em Abaetetuba para a missão preparatória à ordenação de Pe. Ivanildo, quando fui convocado p…
Artigos
Mais de 61.000 crianças foram obrigadas a fugir das suas casas em vários distritos da província de…
Artigos
“Sal da terra e luz do mundo” As inúmeras investidas do Papa Francisco para uma Igreja missioná…
Artigos
Recentemente, um amigo missionário no Congo me mandou um e-mail sobre um estudo chamado “paz nas fa…