JMJ: Mantenham vivo o sonho que nos faz irmãos

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No discurso aos jovens o Papa afirmou: “A Jornada Mundial da Juventude é mais uma vez uma festa de alegria e esperança para toda a Igreja e, para o mundo, um grande testemunho de fé (…) Pedro e a Igreja caminham com vocês e quero dizer a todos que não tenham medo, que prossigam com esta energia renovadora e esta inquietação constante que nos ajuda e impele a ser mais alegres e disponíveis, mais ‘testemunhas do Evangelho’. Prossigam, não para criar uma Igreja paralela, um pouco mais “divertida” e “ousada” numa modalidade para jovens, com alguns elementos decorativos, como se isso pudesse deixar vocês contentes. Pensar assim seria não respeitar vocês e também tudo o que o Espírito, por seu intermédio, nos está dizendo. Ao contrário, queremos redescobrir e despertar, juntos, a novidade incessante e a juventude da Igreja, abrindo-nos a um novo Pentecostes”.

“Um novo Pentecostes só é possível, se, como há pouco vivemos no Sínodo, soubermos caminhar escutando-nos e escutar completando-nos uns aos outros, se soubermos testemunhar anunciando o Senhor no serviço aos nossos irmãos; naturalmente, um serviço concreto”

Artesãos da cultura do encontro

“Vimos de culturas e povos distintos, falamos línguas diferentes, vestimos roupas diversas. Cada um dos nossos povos viveu histórias e circunstâncias distintas. Quantas coisas podem diferenciar-nos! Mas nada disso impediu que nos pudéssemos encontrar e sentir felizes por estarmos juntos. Isto é possível, porque sabemos que há algo que nos une, há Alguém que nos faz irmãos. Vocês, queridos amigos, fizeram muitos sacrifícios para poder se encontrar, tornando-se assim verdadeiros mestres e artesãos da cultura do encontro. Com seus gestos e atitudes, com as suas perspetivas, desejos e sobretudo a sua sensibilidade, vocês desmentem e recusam certos discursos que se concentram e empenham em semear divisão, em excluir e expulsar os que ‘não são como nós’. Assim é, porque vocês têm um olfato capaz de intuir que ‘o amor verdadeiro não anula as diferenças legítimas, mas harmoniza-as numa unidade superior’. Entretanto sabemos que o pai da mentira prefere o contrário: um povo dividido e litigioso, em vez de um povo que aprenda a trabalhar em conjunto”.

Sonho comum chamado Jesus

“A cultura do encontro é apelo e convite a termos a coragem de manter vivo um sonho comum. Sim, um sonho grande e capaz de envolver a todos. Um sonho chamado Jesus, que convida ao amor verdadeiro”.

Continuando o Papa cita Santo Oscar Romero: “ O cristianismo não é um conjunto de verdades para se acreditar, nem de leis para se observar nem de proibições. Visto assim, seria muito repugnante. O cristianismo é uma Pessoa que me amou tanto, que reivindica e pede o meu amor. O cristianismo é Cristo ” e acrescenta o Papa: “é levar adiante o sonho pelo qual Ele deu a vida: amar com o mesmo amor com o qual nos amou”.

Amor silencioso de Jesus

O amor de Jesus continua Francisco “é um amor que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza nem obriga a estar calado, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que entende mais de subidas que de quedas, de reconciliação que de proibições, de dar nova oportunidade que de condenar, de futuro que de passado. É o amor silencioso da mão estendida no serviço e na doação sem se vangloriar”.

O “sim” de Maria

É o amor com o qual Maria disse o seu sim: “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”. “Maria soube dizer ‘sim’. Soube dar vida ao sonho de Deus”.

O Papa conclui convidando os jovens a manter vivo este “sonho que nos faz irmãos e que somos convidados a não deixar congelar no coração do mundo: onde quer que nos encontremos, a fazer seja o que for, sempre poderemos olhar para o alto e dizer: “Senhor, ensina-me a amar como Vós nos amastes”.

fonte: Vatican News