Dia da Bíblia, 30 de setembro

A Igreja Católica Celebra em 30 de setembro o dia da Bíblia. A data foi escolhida por ser festa litúrgica de São Jerônimo, o padroeiro dos biblistas. Também por este motivo setembro é o mês da Bíblia.
São Jerônimo é um dos maiores doutores da Igreja, nasceu em Strídon, possivelmente no ano de 347 e faleceu em Belém, a 30 de setembro de 419 ou 420. A sua maior obra foi fazer a primeira tradução da Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim, tradução esta conhecida como Vulgata que serve para a Bíblia Católica e para a Protestante. A obra de São Jerônimo é de tal importância, que qualquer estudo bíblico que não leve em consideração suas pesquisas, fica falho. Ele teve o cuidado de ser totalmente fiel ao texto original.
A palavra Bíblia vem do grego βίβλια, plural de βίβλιον, bíblion, "rolo" ou "livro" é o texto religioso central do judaísmo e do cristianismo. Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão: judaismo, cristianismo e islamismo. São conhecidas como as "religiões do Livro".
A Bíblia se divide em Antigo e Novo Testamento, ou seja, antes de Cristo e Depois de Cristo. Foi escrita na língua falada pelo povo Hebreu, a saber: Hebraico e Aramaico e mais tarde com a influência de outros povos, usou-se também o Grego, que era a língua culta da época. A Palavra de Deus é maior do que existe na Bíblia (cf. Jo 21,25). Todos os livros do Novo Testamento foram escritos em grego.
A Bíblia Católica contém 73 livros, segue a versão de Alexandria no Egito. Cerca de 200 anos antes de Cristo, havia uma forte colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina que era restrita e outra da Alexandrina que era completa.
A Bíblia Protestante surge ao separar-se da Igreja Católica Martinho Lutero optou pela Bíblia Hebraíca. Assim, na Bíblia Protestante, o Antigo Testamento contém apenas 39 livros. Os livros que não estão são Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Eclesiástico, Sabedoria e Baruc. A Bíblia Protestante também não contém as seguintes citações do Antigo Testamento como Daniel 13-14; Ester 10,4-16,24. As diversas igrejas e denominações derivadas do protestantismo seguem a Bíblia de Lutero. Porém, devemos notar que, quanto à ordem dos livros, a Bíblia Protestante segue a Católica.
A divisão dos livros da Bíblia em capítulos é da autoria do inglês Estêvão Langton, arcebispo de Cantuária, realizada no ano de 1214. Já a divisão dos capítulos em versículos foi feita, em definitivo, em 1551, pelo tipógrafo Roberto Stefano. Uma curiosidade: a Bíblia tem 1.328 capítulos e 40.030 versículos.
Rafael Lopez Villasenor, sx








