Skip to main content
Faça uma doação

Faça uma doação

Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,

Redação da Família Xaveriana


Deposite uma colaboração espontânea:

Soc. Educadora S. Francisco Xavier
CNPJ: 76.619.428/0001-89
Banco Itau: agência 0255, conta corrente:27299-9
Caixa Econômica ag. 0374, conta corrente: 2665–3

Missiologia

Para uma espiritualidade missionária


Espiritualidade missionária oferece os "equipamentos" para realizar o projeto de uma "Igreja em saída", o assunto voltou no a ser aprofundado nas nossas comunidades cristãs na formação de discipulos missionários.

Nos últimos tempos o tema da missão voltou, com intensidade, ao centro do debate eclesial. Com certeza, o pontificado de Francisco contribui a reavivar o espirito missionário na Igreja. A sua criativa expressão “Igreja em saída” questiona, seriamente, um tipo de pastoral de “conservação” que continua a ser dominante em vários âmbitos eclesiais. Contudo, o projeto da “Igreja em saída” não está preocupado com a multiplicação de atividades. Seu objetivo primário é moldar a comunidade cristã por uma verdadeira espiritualidade missionária, fundamentada no mandato missionário de Jesus Cristo de anunciar o Evangelho a todos (cf. Mc 16,15).

juventude missionariaTal espiritualidade possui uma marca trinitária. Estrutura-se à luz de sua própria fonte, isto é, a Trindade, paradigma, por excelência, da missão da Igreja. Com efeito, missão é, primeiramente, a autocomunicação de Deus: do “amor fontal” do Pai origina-se a missão do Filho e a missão do Espírito Santo (cf. AG 2). Desta forma, a Trindade, que em si mesma conjuga unidade e diversidade, amplia essa vivência saindo de si mesma, como se constata na criação. Em Deus a alteridade não é um problema. Portanto, no contexto atual de pluralismo cultural e religioso, a espiritualidade missionária não prescinde de uma referência constante à Trindade, para garantir uma missão pautada pelo diálogo e pelo acolhimento do diferente, na contramão da lógica individualista que domina a pós-modernidade. Além disso, nesse espirito de viver a missão é possível proporcionar um horizonte universal à evangelização que, existencial e geograficamente, chega aos extremos confins da terra.  

Há outro aspecto que caracteriza nossa espiritualidade. É a dimensão pneumatológica. Trata-se da fidelidade ao Espirito Santo. Antes da elaboração de planos pastorais ou projetos de evangelização é necessário discernir para onde o Espirito está conduzindo. O evangelista Lucas nos diz que Jesus, após as tentações, volta à Galileia (círculo dos gentios), “com a força do Espirito” (Lc 4,14). Na sinagoga de Nazaré reconhece que seu messianismo é guiado pelo Espirito, que o leva a anunciar a Boa-Nova da libertação aos pobres e excluídos (cf. Lc 4,18-19). Não há dúvida: o Espirito Santo é o protagonista da missão e precede quem é enviado. Norteia os passos dos discípulos missionários e os endereça a seguir as pegadas de Jesus, missionário do Pai, para irem, com ele, até às fronteiras e além-fronteiras.emax 2019 b

Não há missão sem conformação a Jesus Cristo. Por isso, a espiritualidade missionária é, necessariamente, cristológica. Longe de qualquer triunfalismo e busca de privilégios, modela, quem a assume, à luz da quénose do Filho de Deus, que “esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo” (Fl 2,7). De fato, o cumprimento do mandato missionário exige o mesmo “esvaziamento” do Cristo que se fez pobre (cf. Lc 1-24), serviu aos pequeninos do Reino de Deus (cf. Lc 7,18-23) e encerrou sua jornada terrena como servo sofredor (cf. Lc 23,1-46). Colocou-se existencialmente, e não idealmente, ao lado dos mais sofredores.

Compreende-se, então, por que a espiritualidade missionária abraça a evangélica opção preferencial pelos pobres. Enxerga a amplitude do mundo a partir dos últimos da sociedade. Infunde carisma profético de anúncio da verdade e de denúncia dos males que deturpam a dignidade humana. Não deixa as pessoas protegidas nas estruturas eclesiais. Muito pelo contrário, prepara-as para o enfrentamento da hostilidade por causa da justiça, até o dom total da própria vida (cf. Mt 5,10-12), como nos recordam os/as mártires de ontem e de hoje.

Enfim, a espiritualidade missionária é imbuída de contemplação. De fato, sem a experiência de Deus, a missão perde credibilidade e se torna mero proselitismo. Somente a capacidade contemplativa gera homens e mulheres que, por uma vida grávida da Palavra, testemunham o que viram, ouviram, contemplaram, apalparam (cf. 1Jo 1,1-3) e, como sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13-16), evangelizam por atração.

Missão não é prerrogativa de algumas pessoas ou grupos na Igreja. Todo cristão deveria sentir a alegria de ser enviado a compartilhar a Boa-Notícia do Reino de Deus em qualquer lugar e situação existencial. A espiritualidade missionária oferece o “equipamento” necessário para responder, com coragem, ao desafio da evangelização, na perspectiva testemunhal e, assim, tornar realidade o sonho da “Igreja em saída”.

Autor: Francesco Sorrentino

Fonte: Dom total


Artigos relacionados

Missiologia
São Francisco Xavier, um em cada três dias de sua vida foi passado navegando. Jovem, alegre, intrép…
Missiologia
Um comentário da Mensagem do Papa Francisco para o 54º JMCS. Tomo como sugestão, na minha reflexão…
Missiologia
"Amar a nossa vocação xaveriana" Em preparação ao XVIII GC - (2)   "Ide por todo o mund…
Missiologia
“Pelo advento deste Reino na história das pessoas, nos colocamos ao lado delas a caminho, para torn…