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Novidades

Pronunciamento dos xaverianos sobre a pandemia do Coronavirus


No período de Pandemia. A situação dramática que está acontecendo em várias nações por causa da pandemia do coronavirus nos leva a escrever estas poucas linhas como sinal de proximidade e de solidariedade para com todos e por cada um.

Estamos em contato com as várias comunidades e buscamos acompanhar por perto os acontecimentos com uma atenção particular à Casa Madre em Parma (Itália) e às comunidades dos idosos. Até agora, a comunidade da casa geral está bem, graças a Deus.

Estamos praticando todas as regras colocadas pelas instituições a partir do primeiro mandamento dito e reiterado por milhões de vezes em todos os idiomas, nestas semanas: “fiquem em casa”. Nós também tivemos que ‘reestruturar’ alguns aspectos da nossa vida comunitária e das nossas relações. Para nossa maior segurança e para a segurança dos outros evitamos os contatos com o entorno.

O que está acontecendo não poupa ‘ninguém’: de fato muitas nações – da Europa e não – têm sido atacadas ou estão, afetadas ou somente atingidas por esta pandemia até chegarem em alguns casos a situações trágicas e dolorosas. As instituições da saúde estão colapsando por causa da grande quantidade de doentes.

Quando acontecem estas coisas (epidemias, terremotos, massacres por causa políticas...) em ‘outros Países’ percebemos tudo isso como algo de muito distante, como se fosse problema dos ‘outros’, correndo o perigo de catalogar – até as doenças e as tragédias – numa definição étnica. O que está acontecendo neste período, entretanto, deveria fazer crescer em cada um de nós a consciência que o mundo, o universo é uma casa comum. Talvez e finalmente está-se entendendo que estamos todos no mesmo barco, dentro do mesmo trem. Na alternância, de fato, tornamos-nos separados, rejeitados, monitorados...

A pandemia do coronavirus está nos demostrando que, num mundo globalizado, dificilmente as crises podem ficar geograficamente fechadas. A primeira lição, que não é novidade, é que somente pela união que podemos enfrentar os desafios e as emergências que a vida nos reserva.

Os governos procuram fazer a própria parte com decretos e medidas fortes, que talvez nunca tivessem sido tomadas em tempos de democracia e impõe atitudes e comportamentos de acordo com a extrema gravidade do problema. Tudo fica bloqueado para o bem da saúde de todos. As medidas emanadas colocam em crise as normais dinâmicas de relacionamento na sociedade e os deveres começam a prevalecer sobre os direitos até hoje considerados intocáveis e absolutos.

Estamos aprendendo uma importante lição com os médicos e as enfermeiras porque nós admiramos – nos e em todos os Países estão enfrentando, de uma forma heroica e trabalhando muito, o aspecto clinico e assistencial da pandemia. Médicos, enfermeiros e voluntários estão ali onde os nossos medos nos provocam afastamento; e estão expostos ao contágio não obstante todos os meio de proteção que possam ter; alguns dos médicos têm sido contagiados apesar dos procedimentos e doaram a própria vida cumprindo até o fim aquilo pelo qual foram chamados. Eles são um exemplo luminoso porque cada um de nós dê o melhor de si também neste período de provação.

Nós, também, como xaverianos estamos mergulhados nesta situação, nas várias Circunscrições. No começo foi na China e depois em todos os outros Países, estamos vivendo esta dramática realidade que em algumas áreas tornou-se uma verdadeira e grande tragédia.

Alguns confrades assim como algumas comunidades, têm sido – e outro estão vivendo – em situação de quarentena. Mesmo não necessariamente por causa desta pandemia, em poucos dia quatro dos nossos confrades nos deixaram, como já temos comunicado.

Nas várias Circunscrições as atividades, os encontros, o ministério têm sido suspensos em conformidade com as indicações dos governos, das Igrejas locais e Conferências Episcopais Nacionais. Estamos todos fechados em nossas casas, não por causa de lazer, e sim por causa de uma grave emergência.

A Direção Geral teve que cancelar alguns encontros e visitas, por enquanto até o mês de abril. Sabemos de outros confrades que tinham programado as viagens por diferentes compromissos ou por motivos de lazer e que foram obrigados a renunciar ou que estão tendo problemas em voltar ás próprias comunidades.

Neste sentido a nossa recomendação é que cada confrade permaneça onde está, na própria Circunscrição evitando viajar neste momento. Como cidadãos e cristãos compartilhamos esta situação de desconforto e sofrimento evitando toda superficialidade e assumindo de forma responsável comportamentos e iniciativas para fazer a nossa parte para conter a difusão do vírus.

Estamos vivendo períodos ‘estranhos’ onde a realidade nos conduz rumo a deserto e penitências quaresmais, não escolhas à vontade e sim ‘imposições’ de situações. Com certeza a vida nos está enviando sinais fortes que nos fazem voltar às verdades fundamentais de ordem existencial, cultural, religioso que muitas vezes definimos como óbvias, sinais que requerem uma mudança de perspectiva, uma verdadeira e profunda conversão.

Este é, também, um período a ser enfrentado com determinação e no qual podemos dar o melhor de nós mesmos. Como podemos enfrentar como cristãos esta provação? Como podemos viver? Como podemos nos tornar úteis para os outros para não deixarmos sozinho o povo de Deus? Qual é a nossa colaboração?

Em primeiro lugar, podemos adotar estilos de vida conscientes que cada um de nós pode ser causa de problemas em casa, na comunidade ou na vizinhança; ou seja: com as nossas ações podemos influenciar a vida e a morte de dezenas de pessoas. Por isso a primeira responsabilidade de cada um é evitar o mais possível o risco de contágio. Uma só pessoa positiva ao coronavirus coloca em perigo famílias inteiras, comunidades, etc, e sobretudo coloca em perigo a saúde dos mais idosos e dos mais frágeis. O fato de compreendermos as razões dos outros é o primeiro sinal de responsabilidade e de civilização.

A nossa missão de cristãos é de transformarmos o mal numa oportunidade de bem, como somente a Fé pode fazer a partir do exemplo de Jesus na cruz. Os olhos da fé não negam e não mudam a realidade, mas nos dão a luz de ler e de compreender as situações de uma forma diferente sem fobias e obsessões.A epidemia nos lembra nossa extrema fragilidade e nos dá uma lição – a mais importante – sobre o significado da vida, a ideia que temos de nós mesmos e a presunção de invulnerabilidade e de onipotência que a ciência e a tecnologia muitas vezes nos transmitiram.

Um microscópico vírus foi suficiente para demolir tudo. Assim como Jesus Cristo tem feito no momento de provação, nós também oramos. Recordamos-nos nas orações: vamos confiar à benignidade de Deus Pai toda a humanidade que está sofrendo. O canal das orações, de fato, faz respirar a alma e impede sermos sufocados pelo medo, pela tristeza e pela solidão. Aqui não podemos não lembrar com afeto a simples e singela fé de muitos cristãos no meio dos quais estamos vivendo: as novenas, a suplica incessante, os Rosários... conscientes de que a vida pertence a Deus, nosso Pai.

Vamos usar com responsabilidade as mídias sociais para que o nosso povo, e também os povos de outras nações, entendam o perigo daquilo que está acontecendo e reativem o próprio senso de responsabilidade coletiva e individual. Telefono, Skype, WhatsApp, Facebook, … podem passar de ferramentas de piadas e brincadeiras em oportunidade de encontro com amigos e parentes e confrades e pessoas que amamos... Desta forma podemos escutar, sofrer e sentirmos alegria por e com eles: consolar, encorajar, rezar juntos, cuidar e compartilhar...

Através de um uso responsável dos social mídia podemos espalhar um outro tipo de contagio, positivo. Cada um pode se tornar uma presença amiga, uma ‘força’ capaz de cuidar de quem não tem outras pessoas nas quais possa confiar; uma força capaz de estreitar os laços de solidariedade nas famílias, comunidades, territórios. Assim, junto, vamos dar testemunho que a vida continua. E podemos nos ajudar a evitar situações emocionais que nos podem fazer cair em outros tipos de epidemias: do medo, do desespero e da indiferença, epidemias ainda sem vacina! Através um uso responsável dos diferentes meios digitais, vamos fazer circular uma vacina social e espiritual.

Gostaríamos de saudar a todos com afeto recomendando a todos de seguir com disciplina as recomendações básicas e as medidas de prevenção que servem precisamente para reduzir o risco de contagio do vírus (não sair de casa, manter a distância, nada de apertos de mão, nem abraços, e sempre higiene pessoal ...). Menos contatos, menos contágios acontecerão. Vamos evitar comportamentos ingênuos e imprudentes que poderiam nos expor a riscos sérios e poderiam fazer pagar a outros um preço muito alto até a perda da própria vida. Vamos repetir o convite: cada um permaneça onde se encontra, na própria Circunscrição.

Vamos permanecer unidos nas orações rezando também pelos que entre nós são e podem ser afetados por esta pandemia. Vamos rezar para quem tiver responsabilidade cientificas e políticas para salvaguardar a saúde pública. Lembramos o nossos e todos os falecidos juntamente com quem permanece na dor pela perda improvisa dos próprios entes queridos.

Irmãos, o que estamos vivendo nestas semanas é um chamamento à conversão. Perguntávamos de como podemos viver como cristãos e missionários esta provação: como Família vamos continuar o caminho com a coragem da Esperança confiando menos na nossa frágil onipotência e acreditando mais nAquele que nos ama e nunca nos abandona nem sequer quando a cruz mais pesada nos aflige.

Fraternalmente, os confrades da Direção Geral dos Missionários Xaverianos


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