Hinduísmo e Islamísmo

  • Joachim Andrade
  • Teologia
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Hinduísmo - O que é o Hinduísmo? Segundo a visão que tem de si o hinduísmo não possui origem: é o caminho eterno que segue as regras e exigências básicas da ordem cósmica à medida que ela passa por ciclos infinitos. Desse modo, os hindus referem-se à própria fé e pratica como o Dharma Eterno.

Pelo fato que não possui o fundador definido, ela se abre para diversas interpretações, como a chegada dos povos arianos de Pérsia que invadem a Índia em torno de 2500 a.C. junto com a mistura doPovo Nativo – dravidianos, que eram agricultores. Houve osespalhamentos dos arianos dentro do subcontinente indiano ao longo dos séculos seguintes. Afase primitiva do Hinduísmo é o Vedismo que foi posteriormente se tornou o Bramanismo e finalmente o atual Hinduísmo.

Cinco fases de desenvolvimento:

1. Entre 1500 – 1200 a.C. – Conceito de Deus ainda era Vago

2. Entre 1200 – 800 a.C. – Conceito de Deus definido como Brahman, ainda é distante; organização do complexo sistema social

3. Entre 800 – 200 a.C. Surgem duas vertentes: de dentro – upanishads e de fora – Budismo e Jainismo. Finalmente mais tarde os seis sistemas filosóficos.

4. Entre 200 a.C – 200 d.C. – Escolha dos caminhos: Jnana, Bhakti e Karma.

5. Período Posterior – Interpretações finais.

Conceito de Deus: BRAHMAN é o Deus Supremo Absoluto; Brahma é o Criador, Vishnu é o preservador e Shiva é o transformador.

No hinduísmo, as pessoas possuem um espírito (atman), que é uma força perene e indestrutível. A trajetória desse espírito depende das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

Sistema de Castas: Os arianos queriam diferenciar-se da primitiva população escura e preservar sua “pureza”.  O hino “ Purusha Suktha” um ser cósmico primordial semelhante ao homem, de quem o mundo inteiro surgiu (Rig Veda10,90).   As Classes de homens: Sua boca em brâmanes transformou-se, os braços e guerreiros se tornaram, das coxas nasceram os que negociam e dos pés formou por fim o servo.

Uma Introdução ao Islamismo

Islã significa a submissão. O que o muçulmano deve fazer para submeter-se sua vida à vontade de Deus.  O muçulmano é aquele que submete sua vida a Deus.  Deve interiorizar os mandamentos divinos para que eles possam formar e expressar uma vida de bondade e correta.  Ir além do nossa pequenez para integrar tudo o que Deus revelou e desejou em cada aspecto da conduta do ser humano. A crença e prática islâmica tem duas fontes: O AlCorão e o hadith. O Alcorão é a Escritura do Islã. O hadith são os ditos, feitos e decisões de Maomé.  O Alcorão e o hadith formam juntos a base da crença e prática islâmica.

Os Cinco pilares do Islã

1. Shahada – a profissão de fé: A pratica do Islã é embasada numa afirmação central e quatro princípios da religiosidade islâmica. Não existe outro deus do que O Deus (Alá), Maomé é o Mensageiro de Deus.  A Shahada marca como entrada para a comunidade muçulmana e também como entrada para outro mundo.

2. Salat – a oração ritualística diária. Salat é a oração ritualística. Cada detalhe da oração diária é cuidadosamente prescrita. Os muçulmanos não são livres para desviar de qualquer oração.Objetivo: reafirmar a submissão a Deus nos momentos importantes do dia.

O momentos da oração: Ao amanhecer, ao Meio dia, a Tarde, ao Anoitecer e a Noite A oração é precedida com o chamamento a adoração (azan) cantado por muezzin no mirante. O azan é sempre na língua árabe. Três partes: introdução, o chamado, conclusão. O azan inicia e termina com o nome de Deus Alá. Depois da cada frase encontra-se um momento do silencio, assim o muçulmano pode repetir a frase em silêncio. Os muçulmanos se preparam para a oração com a ablução ritualística. Eles lavam: as mãos e braços até cotovelos; rosto, com uma atenção especial aos olhos, nariz, ouvidos, e boca; os pés até joelhos.

Quando afetados de uma impureza ritualística por exemplo, depois das relações sexuais ou depois de tocar um animal sujo, eles passam por uma “ablução total” tomando banho. A ablução simboliza pureza interna e a natureza elevada da oração.

3. Zakat – o imposto dos pobres. Zakat é uma porcentagem fixa do salário a ser distribuída aos pobres da comunidade. 2.5% do salário; 10% os frutos da terra.  O objetivo é garantir que todos os membros da comunidade são providenciados com algo. O termo zakat é tirado da palavra árabe que significa “purificar.” Os muçulmanos purificam seus bens doando uma porção aos pobres.

4. Saum – o jejum de Ramadã: Os elementos no jejum de Ramadã são: lembrança, Celebração, Esperança escatológica, Solidariedade comunitária, Renovação e perdão.

Durante o mês de Ramadã, entre o sol nascente e o sol poente, muçulmanos não comem nem bebem algo ou engajam com as atividades sexuais.

Os Muçulmanos acreditam que o Alcorão foi revelado primeiro no mês de Ramadã. Eles comemoram a revelação do Alcorão, agradecem a Deus pelo presente do Alcorão, com os grupos de estudo, congressos acadêmicos e relações públicas.

O Alcorão é dividida em 30 partes portanto os muçulmanos podem ler uma parte cada dia.  A última semana de Ramadã é mais sagrada no ano muçulmano. Na noite do destino os muçulmanos esperam o dia do julgamento. Muitos passam a noite inteira na mesquita, lendo o Alcorão, escutando sua recitação, executando as orações obrigatórias. Quando chega o último julgamento, eles esperam de estarem na oração. Quando uma pessoa realmente arrependida, Deus imediatamente perdoa.

No mês de Ramadã a misericórdia Deus é super abundante. O Ramadã é o tempo para arrepender e começar o novo, tarawih orações imploram o perdão pelos pecados cometidos no ano anterior. A própria pratica do Ramadã, todos os pecados são perdoados. A alegria do perdão é vista na celebração da festa Id al-fitr,que vem no final da Ramadã. No mês de Ramadã os muçulmanos experimentam a fome.   Eles são orientados a lembrarem os milhões que passam fome. Os muçulmanos fazem uma oferenda especial para que os pobres também podem celebrar a festa do término de jejum.

5. Hajj- a peregrinação de Mecca. O hajj é a peregrinação a Mecca. Todos os muçulmanos, homens e mulheres (que podem realizar)tem a obrigação de fazer o hajj uma vez na vida.  A peregrinação deve ser realizada durante a época da peregrinação.

Certos rituais devem ser seguidos: Entrar no estado ritual de ihram. Tawaf: caminhar ao redor do Ca’ba Construído por Abraão. Primeiro lugar da adoração na história. A direção da oração para todos os muçulmanos. Sa’y: correr entre Safa, Marwa, comemorar a fé da Agar.

As práticas piedosas: Visitar a casa de Abraão. Coletar a água da fonte de Zamzam . Ao metade do caminho de Mecca, os peregrinos fazem uma parada em Mina a um rito final. Eles sacrificam os carneiros /ovelhas para comemorar a obediência do Abraão. Os Muçulmanos em todo mundo se unem na Festa do Sacrifício (Id al-Adha).

Os profetas: Maomé tinha dito que existiriam 122, 000 profetas. Cada nação recebeu seu profeta. 26 profetas são mencionados por nome no Alcorão.O profeta (nabi) que é o mensageiro (rasul) traz o Livro. Grandes Profetas são Adão (Adam), Noé (Nuh), Abraão (Ibrahim), 4.Moisés (Musa), Jesus (Isa) e Maomé é o profeta da Religião Islã.

Maria no Alcorão: o livro reconhece a história da apresentação no Templo, a anunciação do nascimento de Jesus. Que foi preservadasua virgindade(ahsanat). Santa entre todas as mulheres. Maomé disse: “De todos os filhos de Adão, cada um é tocado com o pecado exceto Jesus e sua mãe Maria.”  Também existe uma leve referência sobre a assunção de Maria ao céu.

O julgamento final é o elemento chave da doutrina Alcorão. Alicerce para uma conduta moral.

No dia do julgamento, três grupos: Os condenados, que não acreditaram, obedeceram. Os salvos, que acreditaram, obedeceram Deus. Min al-muqarrabin, os “santos”  “Aqueles que acreditam, e os judeus e cristãos e Sabianos, - qualquer que acredita, em Alá e no julgamento final, e que faz a bondade, terá sua recompensa com seu Senhor; neles não haverá o medo, nem eles lamentarão” (Alcorão 2:62; 5: 69).

Pe. Joachim Andrade.