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Maria na tradição das mulheres geradoras de vida

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Nossa teologia é profundamente Trinitária e Cristocêntrica por isso toda Mariologia é funcional ao Deus Trino, a Jesus. Essa constatação nos faz perceber que há uma Mariologia dos teólogos e uma Mariologia do povo, da religiosidade popular.

Podemos dizer que Maria nasce e vive pela alma religiosa do povo que quis um lugar para ela na espiritualidade e religiosidade.

Os teólogos nos falam de Maria a partir de Jesus, o povo olha para Maria enxergando o feminino de Deus. A teologia foi elaborada a partir da filosofia platônica e aristotélica, quer dizer dentro de uma visão dualista e patriarcal. A visão antropológica e dualista influenciou a teologia, mas não somente, influenciou toda nossa vida cristã, nossa espiritualidade, nossa religiosidade, nossa devoção.

Uma nova reflexão sobre Maria pede uma mudança de paradigmanão mais androcêntrica, dualista, idealista, estática e fechada, mas humanocentrica, unitária, realista, evolutiva, inclusiva e contextual.

Iremos nos deixar iluminara pela Palavra de Deus. No Primeiro Testamento o horizonte simbólico da figura da mulher é ligado a: Mãe do gênero humano Gn 3,20; À vida do povo: podemos lembrar as matriarcas Sara, Agar, Raquel, Lia, Raab, Tamar, Rute, Judite, Ester, Débora, as parteiras, Miriam, Ana e muitas outras que não tem nome. Maria se torna herdeira desta tradição: geradora de vida, portadora de esperança.

visitação 1No Segundo Testamento nos apresenta Maria no cordão das matriarcas. Ao fazer isso os evangelistas nos querem dar esta mensagem: em Maria algo de antigo está se cumprindo, algo de novo está acontecendo. É um acordar na consciência a presença de Deus que caminha na historia humana.

No Primeiro Testamento Deus operava suas maravilhas através de escolhidos/as e enviado/as, agora Ele mesmo se torna pessoa humana em Jesus e Maria: eles são as maravilhas de Deus.

Ao longo da história esquecemos esta Boa Noticia a teologia e as devoções apresentaram Maria como individua exaltando sua virgindade e maternidade com a finalidade de substituir as de divindade das outras religiões, muitas vezes caindo no psicologismo e devocional.

Maria a nova Eva contrapondo-a Eva pecadora do Gênesis. Maria do sim. Maria acolhedora pronta a se colocar a caminho para socorrer a prima Isabel. Maria aos pés da cruz doando seu filho e acolhendo nós seus filhos e filhas. Muita das vezes os textos bíblicos e pessoa de Maria são usada pelo patriarcado para legitimar a submissão, a dependência da mulher.

Os textos bíblicos foram manipulados enquanto os autores sagrados queriam apresentar Maria como imagem do povo novo; da história humana recriada no amor e não na Lei; que o mistério do ser humano, o corpo de uma mulher se torna morada de Deus; que os gestos do amor de Deus se repetem em Maria; que era necessário superar o conceito mítico da criação apontando para nova criação acontecendo a partir dos rejeitados da historia.

Numa síntese perfeita do Primeiro Testamento Paulo escreve: “... na plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher...”. Gálatas 4,4 é o mais antigo testemunho cristão sobre Maria. É a única vez que Paulo fala do Jesus histórico, a única vez que acena a mãe de Jesus, e seu falar é funcional a sua fé em Jesus Cristo, vem pela fé e não pela lei. Em Jesus de Nazaré ele afirma que o tempo se completa no ventre de uma mulher: a gestação de uma nova humanidade aconteceu em Jesus, nascido de uma mulher. Na mulher acontece a síntese do divino-humano, a nova criação. Com estas palavras Paulo professa sua fé: a salvação nos vem de Jesus de Nazaré, verdadeiro homem nascido do ventre de uma mulher.

Fazendo eco a esta profissão de fé nas comunidades brota um canto: Maran atha! Vem Senhor! Assim cantavam as primeiras comunidades cristãs. Invocação que expressa uma espera repleta de expectativas: O Senhor vem! Invocação que ao ressoar nas comunidades revelava uma tensão no mistério da encarnação. O Divino se faz presente no ventre de uma mulher, numa criança. Abertura ao mistério e sentimento amoroso a espera de uma pessoa, de uma criança que ao mesmo tempo é uma proposta e um projeto de vida, uma boa noticia. Invocação que manifesta a certeza que o nascido da mulher Jesus Cristo é presença que sustenta e alimenta a esperança no caminhar na historia.

Maran atha! Deve se tornar um mantra que ressoe em nós e nos conduza dia apos dia a viver o Mistério de um Deus que assume nossa humanidade, que se revela no ventre gravido de uma mulher, num recém-nascido.

Nascido de mulher! Palavras verdadeiras, mas que nos surpreendem e nos convidam a caminhar ao encontro do Humano que se une ao Divino, do Divino que se faz Humano.

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